domingo, 17 de setembro de 2017

Agora, Inês é morta! - Os Lusíadas, Canto III, 118 a 135 - Luís de Camões

Nobres foram forçados a beijar a mão do cadáver - aqui mais preservado do que realmente estava | Crédito: Pierre Charles Comte

Passada esta tão próspera vitória,
Tornado Afonso à Lusitana Terra,
A se lograr da paz com tanta glória
Quanta soube ganhar na dura guerra,
O caso triste e dino da memória,
Que do sepulcro os homens desenterra,
Aconteceu da mísera e mesquinha
Que despois de ser morta foi Rainha.

Tu, só tu, puro amor, com força crua,
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano.

Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes insinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.

Do teu Príncipe ali te respondiam
As lembranças que na alma lhe moravam,
Que sempre ante seus olhos te traziam,
Quando dos teus fernosos se apartavam;
De noite, em doces sonhos que mentiam,
De dia, em pensamentos que voavam;
E quanto, enfim, cuidava e quanto via
Eram tudo memórias de alegria.

De outras belas senhoras e Princesas
Os desejados tálamos enjeita,
Que tudo, enfim, tu, puro amor, desprezas,
Quando um gesto suave te sujeita.
Vendo estas namoradas estranhezas,
O velho pai sesudo, que respeita
O murmurar do povo e a fantasia
Do filho, que casar-se não queria,

Tirar Inês ao mundo determina,
Por lhe tirar o filho que tem preso,
Crendo co sangue só da morte ladina
Matar do firme amor o fogo aceso.
Que furor consentiu que a espada fina,
Que pôde sustentar o grande peso
Do furor Mauro, fosse alevantada
Contra hûa fraca dama delicada?

Traziam-na os horríficos algozes
Ante o Rei, já movido a piedade;
Mas o povo, com falsas e ferozes
Razões, à morte crua o persuade.
Ela, com tristes e piedosas vozes,
Saídas só da mágoa e saudade
Do seu Príncipe e filhos, que deixava,
Que mais que a própria morte a magoava,

Pera o céu cristalino alevantando,
Com lágrimas, os olhos piedosos
(Os olhos, porque as mãos lhe estava atando
Um dos duros ministros rigorosos);
E despois, nos mininos atentando,
Que tão queridos tinha e tão mimosos,
Cuja orfindade como mãe temia,
Pera o avô cruel assi dizia:

(Se já nas brutas feras, cuja mente
Natura fez cruel de nascimento,
E nas aves agrestes, que somente
Nas rapinas aéreas tem o intento,
Com pequenas crianças viu a gente
Terem tão piedoso sentimento
Como co a mãe de Nino já mostraram,
E cos irmãos que Roma edificaram:

ó tu, que tens de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar hûa donzela,
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha.

E se, vencendo a Maura resistência,
A morte sabes dar com fogo e ferro,
Sabe também dar vida, com clemência,
A quem peja perdê-la não fez erro.
Mas, se to assi merece esta inocência,
Põe-me em perpétuo e mísero desterro,
Na Cítia fria ou lá na Líbia ardente,
Onde em lágrimas viva eternamente.

Põe-me onde se use toda a feridade,
Entre leões e tigres, e verei
Se neles achar posso a piedade
Que entre peitos humanos não achei.
Ali, co amor intrínseco e vontade
Naquele por quem mouro, criarei
Estas relíquias suas que aqui viste,
Que refrigério sejam da mãe triste.)

Queria perdoar-lhe o Rei benino,
Movido das palavras que o magoam;
Mas o pertinaz povo e seu destino
(Que desta sorte o quis) lhe não perdoam.
Arrancam das espadas de aço fino
Os que por bom tal feito ali apregoam.
Contra hûa dama, ó peitos carniceiros,
Feros vos amostrais e cavaleiros?

Qual contra a linda moça Polycena,
Consolação extrema da mãe velha,
Porque a sombra de Aquiles a condena,
Co ferro o duro Pirro se aparelha;
Mas ela, os olhos, com que o ar serena
(Bem como paciente e mansa ovelha),
Na mísera mãe postos, que endoudece,
Ao duro sacrifício se oferece:

Tais contra Inês os brutos matadores,
No colo de alabastro, que sustinha
As obras com que Amor matou de amores
Aquele que despois a fez Rainha,
As espadas banhando e as brancas flores,
Que ela dos olhos seus regadas tinha,
Se encarniçavam, fervidos e irosos,
No futuro castigo não cuidosos.

Bem puderas, ó Sol, da vista destes,
Teus raios apartar aquele dia,
Como da seva mesa de Tiestes,
Quando os filhos por mão de Atreu comia !
Vós, ó côncavos vales, que pudestes
A voz extrema ouvir da boca fria,
O nome do seu Pedro, que lhe ouvistes,
Por muito grande espaço repetistes.

Assi como a bonina, que cortada
Antes do tempo foi, cândida e bela,
Sendo das mãos lacivas maltratada
Da minina que a trouxe na capela,
O cheiro traz perdido e a cor murchada:
Tal está, morta, a pálida donzela,
Secas do rosto as rosas e perdida
A branca e viva cor, co a doce vida.

As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram,
E, por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas choradas transformaram.
O nome lhe puseram, que inda dura,
Dos amores de Inês, que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água e o nome Amores.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Notícias: Edgar Allan Poe, Romances utópicos, Clube LeYa de Ficção Fantástica e Lançamento de Livros

EDGAR ALLAN POE


Mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP e autor de livros e ensaios de horror, Oscar Nestarez vai falar do papel fundamental de Poe na constituição das narrativas de horror como a conhecemos atualmente, baseando no ensaio A filosofia da composição. Também será apresentada uma biografia resumida do autor, cuja vida é inseparável da produção ficcional e encerrando a apresentação, será realizada uma breve análise do conto Os fatos no caso do senhor Valdemar, de modo a comprovar as hipóteses propostas na palestra. Será a partir das 10 horas, na Casa do Saber Fantástico (Casafan): Rua Fradique Coutinho, 1139, na Vila Madalena (a poucas quadras do metrô Fradique Coutinho). O evento é gratuito.

ROMANCES UTÓPICOS E MOEDAS DISTÓPICAS


O segundo encontro de discussão de leitura mediado pela escritora Ana Rüsche terá como tema O conto da Aia da Margaret Atwood, e a convidada para participar será  Renata Corrêa, escritora, feminista e roteirista. Ao início da sessão, contextualização de autor e obra, comentários sobre o romance, informações técnicas e leitura de alguns trechos. O livro será usado no especial Circulo das Ideias - Dystopic Universe do Golem. O encontro será na biblioteca e livraria Tapera Taperá na Avenida São Luiz, n° 187, 2º andar, loja 29 - Galeria Metrópole às 11 horas (término previsto as 13). Para se cadastrar, clique aqui.

CLUBE LeYa DE FICÇÃO FANTÁSTICA - 4ª Edição


A LeYa Brasil e a Fnac, em parceria com os colegas do site Acervo do Leitor e o grupo Reino dos Livros apresentam a nova edição do Clube LeYa de Ficção Fantástica. Em sua 4ª edição, o tema levado a debate é Fantasia Urbana e Super-Heróis: debatendo gêneros literários. A conversa se desenvolve na investigação sobre os conceitos e definições de Fantasia Urbana, sobre as principais obras do gênero e os maiores filmes de super-heróis da atualidade e como seria o mundo real se os super-heróis estivessem entre nós. A Fnac desse evento fica na Praça dos Omaguás, n° 34. A duração será das 16:00 às 18:00

LANÇAMENTO DE LIVROS - Raphael Draccon e Carolina Munhóz


Na outra Fnac, na Paulista, faz uma parceria com a Editora Rocco e trazem de volta a São Paulo - capital - Carolina Munhóz e Raphael Draccon para lançar seus novos livros "Por um toque de magia", volume final da trilogia Leprechaun, e "O coletor de espíritos", stand-alone de Draccon. O endereço é: Avenida Paulista, 901 às 17:00. Dracoon que comemorou ontem dez anos de lançamento de sua magnum opus Dragões de Éter - o primeiro livro da trilogia chegou ao público em 13 de setembro de 2007 na Bienal do Livro do RJ e tem previsão para ganhar mais um volume: Estandartes de névoa. O prólogo foi divulgado ontem pelo autor em sua página nas redes sociais. Para ler, ele segue abaixo.

DRAGÕES DE ÉTER - ESTANDARTES DE NÉVOA
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Dizem que o nome dele significa “mau conselho”.

Talvez isso seja uma invenção depreciativa, pois é normal que o homem comum se vingue de pessoas a ele extraordinárias de formas assim. Dizem que é filho dos pais errados, que se casou com as mulheres incorretas e que tomou as piores decisões. Há diferentes versões de sua origem, de sua paternidade, de seus ideais e de seus motivos. Talvez tenha matado menos homens do que deveria. Talvez mais. Talvez ele tudo tivesse feito acreditando ser o melhor para a própria pátria e toda humanidade afetada por ela, pois existe um fardo nas mãos dos homens que fazem História, que sempre é difícil de ser julgado.

O fato é que muito se diz e muito pouco se tem certeza. Não se sabe exatamente hoje em dia em que local ele está. Que aparência assumiu. Quantos aliados viajam com ele, e mesmo se ainda existe um aliado disposto ao feito. Na verdade, não se sabe mesmo se aquele homem tem aliados. E, se tiver, uma taberna inteira apostaria ainda assim que nenhum seria capaz de admitir isso.

Isolado como um urso, diziam no sul que viajava por caravanas com nomes falsos e roupas maltrapilhas, cheirando pior do que mendigos e gerando reações parecidas com a passagem de um leproso. Já ouvi um bardo manco dizer, entretanto, que um homem com lepra chama muito atenção e um renegado jamais iria querer isso para si. Parece um raciocínio sensato. No norte, costumam dizer que viajava cheirando pior do que orcos, o que convenhamos é mais depreciativo do que a comparação do sul, e que carregava sua armadura consigo e se apresentava como um cavaleiro longe de casa.

Não deixaria de ser uma mentira.

Quando caminhava, costumava fazer em silêncio, como se ninguém quisesse ouvir sua voz. Ou suas explicações. Quando de pé parecia sempre curvado, mas não como uma bruxa corcunda de poucos dentes, mas simplesmente um homem que carregava um mundo nas costas. Quando desembainhava a espada, não parecia diferenciar a frieza com que a embainhava. Quando dormia, precisava ainda assim estar em alerta, como se houvesse sempre alguém pré-disposto a matá-lo.

Muitos já o viram lutar e essas histórias ao menos possuem relações. Porque em todas elas, seja nas versões do sul ou do norte, existiam referências à sua habilidade para matar. Algumas histórias comentam que suas vitórias eram baseadas na experiência, afinal, um homem caçado o tempo inteiro tinha de aprender alguma coisa. Outras insistiam que possuía um estilo sujo como sua índole, e ludibriava os inimigos de maneiras desonrosas. 

Essas, porém, não eram as melhores histórias.

Verdadeiras ou não, as melhores narrativas contavam como aquele homem seria hoje o maior cavaleiro em atividade em todo o mundo. Se não fosse, claro, renegado por todas as ordens de cavalaria.

Desenhos de seu rosto, baseados em suposições e relatos incompletos, enfeitavam as paredes de estabelecimentos de regiões diferentes, e variavam a recompensa escrita em letras garrafais. Não importava o valor, contudo, pago por uma coroa real. Todos os valores valiam à pena. Mercenários de muitos lugares o perseguiram. Caçadores de recompensas buscaram não apenas o pagamento pelo trabalho assassino, mas também a fama de concluí-lo. De fato, muitos tentaram o feito.

Ele matou todos.

Atrás de seus caminhos desenhava-se um rastro de sangue que corria como um rio torto. Era um homem cuja passagem vertia lágrimas. Era um espírito condenado à escravidão da própria escuridão ao seu redor. E, quando um homem caminha com muita treva ao redor de si próprio, ele possui apenas dois caminhos: acabar cego ou acostumado. No primeiro caso, ele jamais voltará a enxergar qualquer claridade. No segundo, ele pode se acostumar com o breu e passar a se incomodar com a luz. 

Não importa qual caminho ele escolha nesse caso.

Ambos lhe custarão a paz interna.

Logo, era um homem indiferente à guerra ou à paz. Provavelmente o fardo que o perseguia houvesse influenciado isso. As pessoas dirão que não, que era sua índole e que ele merecia padecer em Aramis com os glóbulos oculares arrancados dentro de tigelas de água borbulhando, escutando o gargalhar de bruxas que se divertiam com a desgraça do mundo. Como dito, contudo, é difícil julgar o fardo dos homens que fazem História. Assim como também é difícil condenar a recepção do mundo a esse tipo de fardo.

Mas uma coisa, não importa em qual lenda, não importa em que cultura ou continente, recaía unanime sobre ele.

Todos o odiavam.

Talvez aquele homem tenha matado mais do que deveria. Talvez menos. Mas um único homem morto por ele fora suficiente para torná-lo o homem mais odiado do mundo.

Porque um dia ele matou Arthur Pendragon.

domingo, 10 de setembro de 2017

Diferenças do medo - Contos de Horror do Século XIX por Alberto Manguel

Crepúsculo de Oswaldo Goeldi, 1950

Começou a ser reimpresso mês passado a antologia de Contos de horror do século XIX do escritor Alberto Manguel que reuniu, especialmente para o público brasileiro, narrativas da "fina flor do medo". Livro de 2005, foi considerado um dos livros mais raros do país no gênero, chegando a valer em sites de usados mais de R$ 300,00 (preço que caiu vertiginosamente para R$75,00 [quando foi publicado o livro custava R$ 39,50]).

Com trinta e três contos que procuram chacoalhar o leitor não só com o medo mas sim com fortes emoções, Manguel não se contenta apenas com os mestres mais conhecidos do gênero, como Henry James ou Guy de Maupassant: ele trás autores totalmente desconhecidos do público alvo ou que nunca chegaram a ser publicados como Lamed Schapiro e Thomas Hardy.



Uma versão menor foi disponibilizada em 2012, fazendo parte de um volume da Coleção De Mão em Mão - uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura em parceria com a Fundação Editora da Unesp e a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo para incentivar a leitura. Histórias de Horror, extrai do volume os contos de Joseph Conrad, Ambrose Bierce, Arthur Conan Doyle, Robert Lois Stevenson, Horacio Quiroga e Edgar Allan Poe. Para fazer download desse livro, é só clicar aqui.

Alberto Manguel diz na introdução que há uma diferença entre as histórias de terror, que seria algo mais explícito, e as de horror, onde o que predomina é a incerteza e o poder do inominado, lembrando que foi na Segunda Guerra Mundial (hoje um dos acontecimentos históricos que mais desperta a curiosidade de muitos, apesar de constituir-se de episódios terríveis e exemplos de sadismo) que esses termos foram definitivamente divididos. O inferno dos medievais se tornou real nas mãos dos nazistas: vísceras, sangue e brutalidade - marcas que vão permear a literatura até hoje (segundo o autor, a prova de nosso ódio e a falta de fé na imaginação).


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos." - O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry


Quando eu tinha seis anos, vi uma ilustração fantástica em um livro sobre a florestas virgens. O livro se intitulava Histórias Vividas. A gravura mostrava uma jibóia engolindo um animal. - Antoine de Saint-Exupéry

Com uma das frases mais grifadas pelos leitores em ebooks no país, o livro de Antoine de Saint-Exupéry pode ser considerado um apanhado de suas experiências biográficas - um reflexo de sua trajetória. São apresentados através de simbologias fatos de sua vida: da queda de seu avião no deserto e seus sentimentos por sua mulher, Consuelo de Saint-Exupéry.

Preso a uma mitologia definida e limitada (o meteoro, o planeta, a amizade: a intemporalidade) a obra se desenvolve em um enredo heideggeriano - palavra relativa ao filósofo alemão Martin Heidegger (que a considerava a maior obra existencialista do século XX).

Um livro digno que passa por gerações mas que ofusca o talento de Antoine em outras obras. Em Piloto de Guerra (1942) o autor apresenta um texto que dá uma resposta a altura em profundidade e filosofia a Mein Kampf (1925) de Hittler, condensando meses de voo em uma única e aterrorizante missão de reconhecimento fotográfico como piloto na Segunda Guerra Mundial, em 1940. Pouco se comenta que há uma profunda relação entre este livro e O Pequeno Príncipe, bem como os demais da obra de Saint-Exupéry - enquanto um era publicado, o outro era escrito (O Pequeno Príncipe é publicado em 1943).

Saindo de seu exílio voluntário nos Estados Unidos, Antoine volta para a guerra, mesmo com um braço esquerdo prejudicado - o sentimento patriótico fala mais alto. Desaparece no dia 31 de julho depois de ter seu avião abatido por alemães enquanto fazia uma missão de reconhecimento em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

O brilho de O Pequeno Príncipe incidiu não só sobre as crianças, mas sobre todos os seus leitores. Ele tocou em todos em algum lugar que não é a mente e brilhará sobre o céu estrelado (ou no caso, um asteroide).

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Notícias: Campanha de Financiamento Coletivo – A Taberna Ambulante

"De fato, o livro tem um quê de extravagante. Ele mostra a errante aventura de dois estranhos britânicos, Patrick Dalroy e Humphrey Pump, enquanto eles tentam estar um passo à frente da lei, espalhando bebida de graça enquanto vagam pela Inglaterra onde o álcool foi banido. A Taberna Ambulante é seu carro equipado com um grande barril de rum, uma roda de queijo e a placa de um pub." - William Kilpatrick
Um romance que poderia ter sido publicado hoje. O percursor da temática de Submissão, de Houellebecq: a supressão dos valores éticos e morais do Ocidente em favor da cultura Oriental (a islâmica).

No cenário eduardiano de Chesterton, progressistas acreditam que cristãos e muçulmanos podem trabalhar juntos para "libertar a população da destruidora droga (álcool)", o que se torna uma falacia: há um golpe de Estado por trás, a tentativa de transformar a Inglaterra em um reino islamizado, aparelhando o campo intelectual e governamental (como na obra de Houellebecq).

Um texto de William Kilpatrick, que está sendo usado para propagar o livro e atrair compradores, lembra que o presidente turco afirma que muçulmanos descobriram a América e não Colombo. Aparentemente as intenções de Erdogan no discurso foram mais políticas e religiosas do que históricas: depois de alegar que os vínculos da América Latina com o Islã datam do século XII, o presidente se ofereceu para construir o tal templo em Cuba e a aproximação recente da família real britânica e os cardeais anglicanos com a religião islâmica.

O projeto do financiamento coletivo termina em 18 de Outubro. Uma distopia profética e extremamente divertida.

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